quarta-feira, 18 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
“Ser” mãe.

Sim, sou mãe, antes não o tivesse sido.
Porque mãe não vem com manual, não tem curso de graduação em nenhuma faculdade e muito menos ensino a distância.
Ninguém nos prepara para os choros infindáveis, a doação extrema e o amor sufocante.
Por um tempo deixamos de existir para sermos o “ser” mãe.
E aí, dá lhe sonhos, projetos, perspectivas, projeções e afins.
Achamos que basta ensinar. Do nosso jeito e do jeito que enxergamos o mundo.
Tolas que somos.
Indivíduos que são.
Crescem, e com eles a infinidade do mundo. Gostamos de parecer modernas e enchemos o peito para dizer que são do mundo.
No fundo gostaríamos que o mundo deles fosse sempre nós, e que a primeira série nunca acabasse, que um beijo nosso curasse todas as feridas, que nosso abraço fosse o melhor lugar do mundo.
Sim, eles crescem e nós, mães que somos, ficamos paradas no tempo, diante de uma fotografia antiga esperando que tenham sempre o melhor e que sejam sempre melhores.
Ah! e lógico! Que nos amem incondicionalmente.
Luciana Barbosa.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Silêncio!

Imóvel, tento ouvir o meu silêncio interior.
Um minuto.
Dois minutos.
Três minutos.
Uma eternidade.....
Ele, o silêncio fica lá.
Sombrio.
Parado.
Calado.
E no final das contas descubro o óbvio.
Não há nada a ser dito.
Luciana Barbosa.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dia chuvoso...então que venha Clarice!
"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida."
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Detalhes.
Amo viver e amo, acredite, por causa dos detalhes.
Deixe-me explicar. Tento sempre andar de cabeça erguida pra não perder o espetáculo que me cerca todos os dias, e olha que são muitos.
Um exemplo é a infinidade de cores, de flores, de rostos e formas que nos deparamos todos os dias. Agora mesmo, vi um senhor de uns oitenta anos, beijando a mão de sua amada com o olhar mais apaixonado do mundo e pude assistir a cumplicidade de tantos anos em apenas um momento, com apenas um gesto.
Amo quando vejo o detalhe da gentileza, da boa educação, do amor dedicado, da amizade sincera.
Detalhes queridos, assim como o cheiro da casa limpa, da roupa lavada, do filho amado, do amor feito e aquele maravilhoso cheiro de mar. Sim, porque apesar da grandeza do mar, de sua riqueza, guardamos na lembrança os detalhes como, cheiro, cores e o barulho das ondas indo e vindo.
Você deve estar se perguntando onde quero chegar com toda essa história. Simples!
Há dias que gostaria de acordar em outro lugar, com outro nome, outro emprego. Só não mudaria o companheiro que tenho, porque este, tenho certeza, carrego de outras vidas.
Acredito que todos, em algum momento, também tem essa vontade de mudar tudo e que há vida por vezes se torna por deveras enfadonha.
Então, quando o coração apertar e você quiser mudar tudo de uma hora pra outra, levante a cabeça, olhe ao redor e perceba os detalhes que fazem da sua vida, única.
Luciana Barbosa.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Das flores as jabuticabas.

Moro em um apartamento e do lado dele, pela minha área de serviço, tenho a visão de um imenso terreno baldio e encostado nele, uma casa que consegue ficar alheia a qualquer regra de segurança que a sociedade e a violência nos impõem. Por incrível que pareça, árvore sobrevive lá, altiva, sem muros.
E em seu quintal, vejo um pomar sempre em produção. Goiabeiras, caquizeiros, uma mangueira, uma infinidade de ervas para chá e a delicada jabuticabeira.
Nunca havia me chamado atenção o tal pé de Jabuticaba, até chegar a primeira chuva do final de Agosto. Foi chover por uns dois dias e o danado se pintou todo de branco com suas flores em festa.
Aquela visão dos futuros frutos me tocou de uma maneira profunda e delicada.
Alheia às minhas dores, minhas alegrias, minha correria sem fim para lugar nenhum, a jabuticabeira se encheu de flores e beleza, e me fez recordar de uma forma profunda minha infância sem muros e sem tantos fantasmas para combater.
E enquanto meus olhos não se acostumam, aproveito o espetáculo e espero das flores as jabuticabas.
Luciana Barbosa.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Impaciência.

Há dias que ando daquele jeito!
Vontade de sumir...
Vontade de mudar...
Vontade de morrer...
Vontade de voltar.
Nada demais, nada de menos.
Ser humano, impaciente com a mesmice.
Luciana Barbosa.
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